VIDA Sobre o leito fino de uma folha do canavial, Em madrugada fria, ainda tardava a aurora… Para dar vida a um ser cristalino e angelical, Fundem-se aos milhares as partículas, noite fora. Que suave embalo, por doce folhear acompanhado! Sonhas acordada, com um mundo belo e encantado. Em harmonioso balanço, por entre laivos prateados, … Continue reading VIDA
Categoria: Poesia
NONAGENÁRIA
NONAGENÁRIA Num orgulhoso carrapito, finos, leves, ostentas cabelos alvos. O rosto, doce e afável, pelas navalhas da vida foi recortado. O olhar, calmo, doce e meigo, poisas em nós. Estamos salvos! Com a força da mente moves o corpo já velho e cansado. Com serenidade, sobes mais um degrau, na escada da vida. Com simplicidade, … Continue reading NONAGENÁRIA
A PENA
A PENA Sobre a folha alva e pura paira, indecisa... Distraída em volteios, qual cavalo de toureio. Aos anseios de alguém corresponde de forma precisa, Busca razões para mergulhar no tinteiro ainda cheio. Mergulha a pique, num rompante, plena de inquietude! Aos desvaneios de seu dono responde com solicitude. Com um frémito lança-se em longa … Continue reading A PENA
POESIA DE UM POR DO SOL
A POESIA DE UM PÔR DO SOL O por do sol não necessita de poesia para o enaltecer, sendo ele um dos grandes motivos de inspiração dos poetas. Ainda assim, deixo aqui o meu "Por do Sol", para vosso deleite ou simplesmente para dar lugar a um sorriso benevolente. Esvaindo-se lentamente em luminosidade… Caminha o Sol, inexorável, para o … Continue reading POESIA DE UM POR DO SOL
JANTAR DE AMIGOS
JANTAR DE AMIGOS Esta notícia vou dar-te, hoje, vamos ao à Parte! Mostrando apreço pela arte, de comer sem ficar à parte. A verdade é que ninguém parte! Mas ficar também é arte, pois a ausência de quem parte faz sentir-nos à parte. Não por falta de arte mas, porque ficando, não se parte. Mas … Continue reading JANTAR DE AMIGOS
PALAVRAS SOLTAS – Sentir
Sentir Descansa no aconchego das montanhas ganha forças para a Subida do Monte A abóbada negra da terra agarrando as entranhas brilha a noite, tremeluzente, no horizonte. Outra condição podia exigir a leveza e doçura do caminhar carregava o mundo no simples sentir sentia sem pena que podia levitar
O ALENTEJANO
O ALENTEJANO Chapéu na cabeça, frente à casa sentado… Marcado pelo fogo daquele sol ardente! Pelas navalhas da vida, o seu rosto cortado… Desperta ao som de um murmúrio incessante. Regressa à labuta, sinal de descanso terminado. Ceifando à tardinha, tarefa árdua desta gente! A natureza, cálida, que a seu lado despertou… Ele sem saber … Continue reading O ALENTEJANO
A POESIA
A Poesia A mente vazia, incapaz de criar... Nada! No íntimo, um vácuo de amargo sabor a fel. A linha no papel, viva, impaciente... Aguarda! Num desafio perspícuo, ostensivo, até cruel! As palavras que tardam… Espera desesperante! O primeiro verso! Escrito com sofrimento e fé… Sobre o papel a pena torna-se irreverente. As ondas de … Continue reading A POESIA
EMBOTADO (Postal de Natal)
EMBOTADO A chuva ausente, condenando o frio a brilhar a solo. O sol outonal que teima em manter o cascol na gaveta! As notícias que te fazem encolher, da mãe desejando o colo. O trágico evento que vês de longe por isso não te afeta! Sintomas da alma adormecida que vegeta no teu corpo vivo. … Continue reading EMBOTADO (Postal de Natal)
O BOMBEIRO
O BOMBEIRO É ironia do destino, por algum desígnio definida? A maior prova de amor está nesta contradição! Quando ao salvar os outros desprezas a própria vida… E ao próximo te devotas sem remorsos e com paixão! Porque te dedicas aos outros num exercício de abnegação? Porque sou bombeiro com a alma e com o … Continue reading O BOMBEIRO










