A AMIGA DO IRMÃO

A AMIGA DO IRMÃO Amélia era a todos os títulos o melhor partido da aldeia. Filha de um abastado proprietário, dividia o património com a irmã mais velha, sorte que o pai lamentava, pois sempre tinha querido um filho varão. Isso não o impedia de amar as duas filhas ao ponto de as idolatrar. Queria … Continue reading A AMIGA DO IRMÃO

A CAMINHO DA ESCOLA

A CAMINHO DA ESCOLA Os primeiros dias de Junho vieram quentes e secos. Apesar disso, as noites eram frias, ou não estivéssemos no norte de Portugal, mais precisamente, em Vila Real. Alberto tinha-se levantado de madrugada e, juntamente com os pais, tinham enxofrado as videiras entre as cinco e trinta e as sete da manhã. … Continue reading A CAMINHO DA ESCOLA

À PEDRADA

À PEDRADA Existem acontecimentos que não tem explicação. Seguramente que o estudo aprofundado dos mesmos a permitirá encontrar, mas ela não está ao alcance dos simples mortais. O caro leitor perceberá o alcance destas palavras se me acompanhar ao longo das páginas que se seguem. Narro os factos, tal como me foram contados: na primeira … Continue reading À PEDRADA

A MALHADA

A MALHADA O estio tinha sido intenso e, apesar do Setembro já ir adiantado, o calor não dava sinais de abrandar. O milho do campo dos Negrelos tinha amadurecido rapidamente e Bernardino queria aproveitar o bom tempo, para acabar de o secar na eira. O processo passava, em primeiro lugar, pela apanha do milho e … Continue reading A MALHADA

A PROCISSÃO

A PROCISSÃO A desavença entre as duas famílias já durava havia várias gerações. Ninguém sabia ao certo como havia começado, pois apenas se preocupavam em dar-lhes continuidade. Os acontecimentos desse ano iriam representar o ponto mais alto do conflito. A festa, em honra de Santa Marinha, padroeira de Vila Marim, teria lugar no último fim … Continue reading A PROCISSÃO

A SEMENTEIRA

A SEMENTEIRA O mês de Abril tinha sido pouco profícuo em chuva e a terra ameaçava perder a sessão. Faustino organizou a sementeira à pressa, tendo de contar com a participação da família toda, pois o pessoal a rogo seria curto. Felizmente tinha conseguido contratar o Manuel Jorge para ficar com uma das bordas e … Continue reading A SEMENTEIRA

A CEIFA

A CEIFA Valdemar estava muito zangado. Os pais tinham prometido que a ceifa não seria feita no dia de São João ou na véspera, mas devido ao anúncio do mau tempo tinham antecipado. O pai, vendo apenas o seu lado, estava irritado com o mau humor do filho. «O Valdemar julga que a vida é … Continue reading A CEIFA

O PALHEIRO

O PALHEIRO Ezequiel aos catorze anos tornou-se homem. Embora, apenas bastante mais tarde tivesse entendido, verdadeiramente, aquilo porque estava a passar. Adelaide passava por ali todos os dias, por volta das seis e meia da tarde. Regressava a casa depois de um dia de trabalho: era empregada doméstica, na casa do Dr. João Campos. Nesse … Continue reading O PALHEIRO