A FAMIÍLIA NATAL

 A FAMILIA NATAL Teresa perdeu os pais cedo demais e como seu desaparecimento ficou sem rede familiar. Quando conheceu o marido tinha vinte anos e já trabalhava desde os dezassete. Em termos de estudos tinha ficado pelo décimo primeiro ano porque teve de começar a trabalhar. Quando a autarquia deu início aos cursos técnicos de … Continue reading A FAMIÍLIA NATAL

POESIA DO NADA

POESIA DO NADA A cadeira vazia. A decisão de se sentar. A mesa que rangia. No centro da sala de estar... A junção dos elementos, Que torna eterno os momentos! O papel sobre a mesa, inconstante! Cheio de nada, Branco, desafiante! A caneta a seu lado, parada. Uma poesia por escrever, A possibilidade de alguém … Continue reading POESIA DO NADA

A GINJEIRA

A GINJEIRA No retângulo inserido no interior do quarteirão, Incide, em estranho ângulo, o astro rei, pela manhã. Enche-se de luz, o recôndito e ensombrado vão Diamantinas cintilações geradas por vidraça chã. O que escondes por detrás de tais cintilações? Procuro convosco. Abramos os nossos corações! Adivinha-se o logradouro a ver os edifícios terminar, Recanto … Continue reading A GINJEIRA

SONHAR

Podemos não ter nada, mas os sonhos continuam a ser nossos! SONHAR Os laivos da aurora anunciam o amanhecer. A noite fria entorpeceu-lhe os músculos. Os ténues raios de sol são promessas de calor que o vento gélido desmente. «Pelo menos hoje parece que não vai chover!» Pensa. O chão da arcada, que lhe serviu … Continue reading SONHAR

O PAI NATAL NÃO ESTÁ

O PAI NATAL NÃO ESTÁ Luís tinha tudo para ser um jovem feliz. Estava no segundo ano do curso de gestão da Universidade Católica de Lisboa, vivia no seio de uma família abastada, num moradia na Lapa, possuía o seu próprio carro e um visual invejável. A realidade era bem diferente. Preenchia-o um vazio que … Continue reading O PAI NATAL NÃO ESTÁ

POR FAVOR TENHO FOME

POR FAVOR TENHO FOME Joaquim descia a rua Palma, com passo apressado. Depois da conclusão das obras de renovação do Martim Moniz a rua tinha ficado diferente. Até o tipo de pessoas que a frequentavam tinha mudado.  Desligou. O pensamento voou para o negócio que tinha em mãos. Absorto nos seus pensamentos só se apercebeu … Continue reading POR FAVOR TENHO FOME

O PEDINTE

 O PEDINTE O desconhecido aproxima-se de mim. São oito e vinte da manhã. A rua está quase deserta. Os meus sentidos ficam em alerta. Ao ombro carrego a mochila da ginástica, na mão esquerda a pasta e na direita o guarda-chuva aberto. A chuva cai impiedosamente. O guarda-chuva é enorme. Tão grande que o desconhecido … Continue reading O PEDINTE