PALAVRAS SOLTAS – A batalha

 A BATALHA A savana, pintada de laranja pelo sol nascente, estava em paz. O primeiro sinal de agitação foi dado pelas gazelas, que debandaram assutadas! A princípio era apenas um rumor, semelhante ao barulho distante de um onda, que aumentava quando rebentava nas rochas, mas rapidamente se tornou num ruído ensurdecedor. O chão tremia com … Continue reading PALAVRAS SOLTAS – A batalha

PALAVRAS SOLTAS – O Closet

O Closet A entrada era ladeada por armários formando um corredor que terminava na porta da casa de banho. A luz irradiada desta ficava presa no espaço, desenhando pinturas abstratas nas paredes. Virando à esquerda a vista abarcava o quarto, impecavelmente arrumado. Em frente, a cama, coberta com uma colcha e várias almofadas, era ladeada … Continue reading PALAVRAS SOLTAS – O Closet

PALAVRAS SOLTAS – A despedida

A Despedida Quando Patrick se aproximou da amurada do navio cruzeiro este já havia largado as amarras há algum tempo e seguia pachorrentamente, ao ritmo do rebocador, em direção ao mar. Ao fundo via-se a cidade de Lisboa em dois planos, com relevos distintos. No primeiro, estava a margem do rio onde as ondas esbarravam, … Continue reading PALAVRAS SOLTAS – A despedida

O ALENTEJANO

O ALENTEJANO Chapéu na cabeça, frente à casa sentado… Marcado pelo fogo daquele sol ardente! Pelas navalhas da vida, o seu rosto cortado… Desperta ao som de um murmúrio incessante. Regressa à labuta, sinal de descanso terminado. Ceifando à tardinha, tarefa árdua desta gente! A natureza, cálida, que a seu lado despertou… Ele sem saber … Continue reading O ALENTEJANO

A POESIA

A Poesia A mente vazia, incapaz de criar... Nada! No íntimo, um vácuo de amargo sabor a fel. A linha no papel, viva, impaciente... Aguarda! Num desafio perspícuo, ostensivo, até cruel! As palavras que tardam… Espera desesperante! O primeiro verso! Escrito com sofrimento e fé… Sobre o papel a pena torna-se irreverente. As ondas de … Continue reading A POESIA

EMBOTADO (Postal de Natal)

EMBOTADO A chuva ausente, condenando o frio a brilhar a solo. O sol outonal que teima em manter o cascol na gaveta! As notícias que te fazem encolher, da mãe desejando o colo. O trágico evento que vês de longe por isso não te afeta! Sintomas da alma adormecida que vegeta no teu corpo vivo. … Continue reading EMBOTADO (Postal de Natal)

O BOMBEIRO

O BOMBEIRO É ironia do destino, por algum desígnio definida? A maior prova de amor está nesta contradição! Quando ao salvar os outros desprezas a própria vida… E ao próximo te devotas sem remorsos e com paixão! Porque te dedicas aos outros num exercício de abnegação? Porque sou bombeiro com a alma e com o … Continue reading O BOMBEIRO

A CELEBRAÇÃO

A CELEBRAÇÃO Parem as gentes no seu afã buliçoso e incessante! Cessem os rios de correr e os pássaros de cantar... Parem todos e admirem, ainda que por um instante! Uma festa digna de reis, para um casamento comemorar. Chegaram trazendo presentes, dos quatro cantos do mundo. Com mensagens de amizade ou presenças solidárias. Para … Continue reading A CELEBRAÇÃO

O PERCURSO

O PERCURSO Tudo começou com muito encanto, certamente… Num recanto deste país, cheio de amor. Com “aquele” encanto e enlevado nesse encantamento! Foi gerado um menino que hoje é um senhor. Com simpatia mas olhando de cima como se fosses gigante. Por escolas e colégios esbanjaste o chame com vaidade! Com arrebatamento viveste paixões, depois … Continue reading O PERCURSO

A LÁGRIMA

A LÁGRIMA Uma lágrima, singela, teimosa, busca do seu deleite a razão. Na alegria gerada saltita por um rosto contente e feliz! Por sofrimento ou raiva, jorra sem qualquer contemplação... Num apelo mudo surge no rosto de um qualquer petiz. Quem és tu e donde vens, numa mensagem muda e estridente? Sou a mensageira da … Continue reading A LÁGRIMA