A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 8 – A revelação Apesar do cansaço, o segurança perdeu completamente o sono. Existiam poucas coisas que o assustassem, mas a perspetiva de alguém ter acesso à sua casa, podendo fazer mal ao filho e a mulher, era uma delas. O bilhete dizia que estava proibido de falar com … Continue reading A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 8
O DECRETO REAL
Pseudónimo: Fernando Balão O DECRETO REAL Em Lisboa as mudanças sucediam-se. O Marquês de Pombal tinha resignado ao cargo no que foi substituído pelo Visconde de Vila Nova de Cerveira, ao serviço de uma rainha louca que sucedia a um rei falecido. Neste contexto de turbulência, Vila Real era um oásis de estabilidade. A coexistência de vários grupos profissionais com uma … Continue reading O DECRETO REAL
O SAL DA VIDA
O SAL DA VIDA O sal queima-lhe os lábios, sedentos de um beijo. Um mergulho no sonho, de olhos abertos. Pelo teu corpo ondulado, perdido em desejo, Cola-se às ondas, ondulando no mundo dos afetos. O suplício de Tântalo, seca-lhe a garganta, Sorve o néctar feminino que a sede não espanta. Esgrime o corpo em … Continue reading O SAL DA VIDA
A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 7
A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 7 – Fogo Cozido com a parede o vulto movia-se com cautela, mas com agilidade. Tinha muitos locais para inspecionar, mas em todos encontrou a mesma realidade: pessoas que se moviam nas sombras. Estava cada vez mais gente a vigiar, quer o detetive e advogada, quer o palacete da … Continue reading A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 7
RESPOSTA AMOR ENDIABRADO
Helena, A forma como o nosso encontro terminou fez-me pensar que não voltaria a ter notícias tuas. A tua carta desmentiu-me. A minha sina tem sido um conjunto de desencontros, cujo responsável sou exclusivamente eu. Foi o peso na consciência que me levou a interpretar a tua reação como um castigo. Fui apanhado na minha … Continue reading RESPOSTA AMOR ENDIABRADO
A CEIFA
A CEIFA Valdemar estava muito zangado. Os pais tinham prometido que a ceifa não seria feita no dia de São João ou na véspera, mas devido ao anúncio do mau tempo tinham antecipado. O pai, vendo apenas o seu lado, estava irritado com o mau humor do filho. «O Valdemar julga que a vida é … Continue reading A CEIFA
O PAI NATAL TECNOLÓGICO
O PAI NATAL TECNOLÓGICO A importância daquele prémio era impossível de traduzir em palavras. Filomena tinha dedicado muito tempo e esforço, para cumprir todos os objetivos, mas tinha valido a pena. Quando recebeu a caixa com o telemóvel, topo de gama, não conseguiu evitar uma pontinha de emoção. Filomena era a matriarca de uma família … Continue reading O PAI NATAL TECNOLÓGICO
A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 6
A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 6 – A esposa Ela apenas tinha falado ao seu advogado sobre os documentos que guardava no local mais insuspeito. Apesar da insistência do causídico ela não o tinha deixado sequer passar os olhos pelos papéis. Custava-lhe colocar uma pedra sobre o casamento, sobretudo por que a pedra em … Continue reading A JORNALISTA | PARTE IV | CAPÍTULO 6
O PALHEIRO
O PALHEIRO Ezequiel aos catorze anos tornou-se homem. Embora, apenas bastante mais tarde tivesse entendido, verdadeiramente, aquilo porque estava a passar. Adelaide passava por ali todos os dias, por volta das seis e meia da tarde. Regressava a casa depois de um dia de trabalho: era empregada doméstica, na casa do Dr. João Campos. Nesse … Continue reading O PALHEIRO
A LOUSA
A LOUSA O inverno em Vila Real era rigoroso e o vento tornava o guarda-chuva inútil: ignorava-o ou simplesmente o destruía. Luís estava farto das botas de borracha, porque lhe gelavam os pés e tinha calçado os socos. Os três centímetros da base de madeira, aos quais acresciam uma tira de pneu, permitiam-lhe passar pelas … Continue reading A LOUSA










