AO ACASO

AO ACASO Acabou de almoçar no restaurante do costume, mas tinha a sensação de estar perdida. Levantou-se e, de forma instintiva, levou a mão à bolsa retirando a carteira. Ficou a olhar para ela sem saber o que fazer. «São oito euros e trinta e cinco cêntimos.» Disse o empregado. Pagou. Arrumou a carteira e … Continue reading AO ACASO

A REDE

A REDE A escola ficava num dos bairros mais antigos da cidade. Era um bairro onde o comércio e os escritórios predominavam, sendo atravessado pela avenida principal da cidade: A Avenida Fonseca Paiva. Lado a lado com a câmara municipal, mesmo ao fundo da  avenida, na fronteira do bairro, os dois edifícios erguiam-se de forma … Continue reading A REDE

O PAI NATAL ENVERGONHADO

O PAI NATAL ENVERGONHADO Jena tinha emigrado para os estados unidos muito nova. Fora com promessas de um contrato chorudo como modelo. Peter resgatou-a da prostituição dois anos depois de ter entrado na rede. Ela ser-lhe-ia eternamente grata. Passados doze anos e dois filhos, tinha perdido a frescura de outros tempos. A falta de descanso, … Continue reading O PAI NATAL ENVERGONHADO

UMA GOTA DE CHUVA

UMA GOTA DE CHUVA A massa de ar frio avançava com lentidão. Não tinha pressa, vagueava pelos céus sem destino. Subitamente sentiu que ganhava altitude. «O que se passa?» Pensou. Quando olhou para baixo percebeu o que lhe tinha acontecido. O choque com o ar quente fê-la subir de forma vertiginosa. A nuvem adensou-se, tornando-se … Continue reading UMA GOTA DE CHUVA

ISEG

Partilho convosco este marco histórico para o qual, como docente na área da avaliações Imobiliárias e ética, também dei o meu contributo.Parabéns ao ISEG e a todos os docentes!ISEG–Universidade de Lisboa Earns AACSB International Accreditation Tampa, Fla., USA (25 November 2018)—AACSB International (AACSB) announces thatUniversidade de Lisboa has earned accreditation for its Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG–Lisbon School of … Continue reading ISEG

O PAI VEIO NO NATAL

O PAI VEIO NO NATAL Filipe tinha regressado a Portugal fazia três meses. Todos os dias ele prometia a si próprio que no dia seguinte contactaria a filha e a neta. Todos os dias ele quebrava a promessa. Não tinha coragem. Vinha-lhe à memória tudo o que a mulher o fizera passar, com a ajuda … Continue reading O PAI VEIO NO NATAL

INTERJEIÇÕES DO ÓBVIO

INTERJEIÇÕES DO ÓBVIO As imperfeições do traço faziam realçar ainda mais a beleza do nu artístico. A inquietude da imagem, desenhada a carvão sobre a tela, parecia o reflexo da ansiedade que o dominava. Tal como a imagem, estática, presa à tela, parecia querer saltar da parede para o seu colo, ele queria desaparecer daquele … Continue reading INTERJEIÇÕES DO ÓBVIO

A ESTAGIÁRIA

A ESTAGIÁRIA Margarida virou-se de rompante, perdeu o equilíbrio e sentiu que se ia estatelar no meio do chão. No último instante sentiu-se flutuar, amparada por uns braços fortes. O odor a perfume masculino inundou-lhe as narinas. Inspirou profundamente e, para além do perfume, sentiu o odor masculino, forte, intenso e excitante. Ficou inebriada! Foi … Continue reading A ESTAGIÁRIA

O PAI NATAL TEM ASAS

O PAI NATAL TEM ASAS Idaleuza saiu apressada do condomínio, o seu terceiro emprego e correu para apanhar o ónibus. O chiar dos travões fê-la saltar para o lado. «Nem na passadeira?» Tinha que pegar o Julinho, na casa da mãe e fazer o jantar para os três. Sendo mãe solteira, com dois filhos para … Continue reading O PAI NATAL TEM ASAS