PALAVRAS

PALAVRAS

Palavras simples de uma alma singela.

Palavras feias, ditas em exaltação!

Palavras eruditas que são uma balela.

Palavras suaves em jeito de explicação.

Palavras soltas ao acaso,

sem pensar e sem temer.

Ditas sem hora, nem prazo,

Destituídas de real saber!

Palavas lançadas no turbilhão,

de uma discussão sem sentido.

Arremessando o que tem à mão,

Sem qualquer noção do perigo!

Palavras secas e duras,

que ferem como punhais.

Sem a pausa que as torna maduras,

Ignorantes do que sentem os demais!

Palavras ditas com doçura,

mas recheadas de veneno.

Escondem na sua brandura,

O verdadeiro fogo do inferno!

Palavras sem qualquer significado,

ocas e vazias de sentimento.

Que escondem o pecado,

Da paixão do momento!

Palavras juntas na prosa de um romance.

Palavras noutra língua pronunciadas.

Palavras soltas que uma mente pense.

Palavras escondidas da pessoa amada.

Palavras doces ilusórias,

que enganam o coração.

Prometendo um mundo de glórias,

A desaguar num mar de solidão!

Palavras meigas que nos amparam,

E nos despertam para o sentido da vida.

São correntes que nos amarram,

Elos de uma amizade fortalecida!

Palavras de amor,

plenas desse nobre sentimento.

Que exaltam da alma o fervor,

Eternizando-se num momento!

Palavras carregadas de paixão,

Insufladas apenas pelo desejo.

Um corpo em plena ebulição,

Que não aceita outro valsejo!

Palavras da boca para fora,

Num propósito bem definido.

Corpo pronto para ir embora,

Depois de satisfeita a libido!

Palavras belas, de uma beleza ofuscante.

Palavras que não passarão de intenções.

Palavras difíceis que nos estimulam a mente.

Palavras ditas e não traduzidas em ações.

Palavras amargas,

de choro e arrependimento.

Um sentir de costas largas,

Que da vergonha não é isento!

Palavras loucas,

de uma alma em tormento.

Escutadas por orelhas moucas,

e enterradas no esquecimento!

Palavras sábias,

de um profundo conhecimento.

Que expõem questões dúbias,

Numa enxurrada de talento!

Palavras escritas na pedra,

e gravadas para a eternidade.

Semente que germina e medra,

Contando ao mundo a novidade!

Palavras débeis,

que se apagam com facilidade.

São sentimentos estéreis,

Consumidos no fogo da vaidade!

Palavras de amargura silvestre,

de um profundo arrependimento.

Choram a perda do que tiveste,

Sons que partiram com o vento!

Palavras que ficam e palavras que vão,

percorrem o mundo indiferentes.

Deixam um rasto de revolução,

E uma humanidade indiferente!

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