CARTAS NA PANDEMIA 50

Lisboa 17/08/2021

Boa noite Carol!

Faz algum tempo que quero escrever esta resposta, mas no último mês a agenda tem estado completamente fora de controlo e o tempo não chega para metade das coisas que quero fazer. Quando assim é faço opções e como consequência disso, acabam por ficar para trás coisas que não deviam. As prioridades acabam por ser definidas pelas minhas obrigações e não em função do prazer ou satisfação que as coisas me dão.  É assim que acontece uma coisa inédita: como é o facto de não ter escrito nada, mesmo nada, no último mês. Naturalmente, que também ficou para trás a resposta à tua carta. Por esse facto, aqui fica o meu pedido de desculpas.

No que diz respeito à escrita, a coisa mais parecida que fiz foi passar o último mês a rever os meus livros, pois, como já te tinha dito, vou publicar seis livros nos próximos meses. O primeiro já se encontra na “linha de montagem” e o segundo seguirá esta semana, o terceiro até ao fim do mês e assim sucessivamente. Confesso que não é uma tarefa que me realize muito, mas é um tipo de revisão que tem de ser feita por mim, por isso…

 Entretanto, entrei de férias ontem e estou a escrever esta palavras tendo como paisagem, não apenas a tela do computador, mas a imensidão do espaço que se estende à minha frente. É noite e como tal a paisagem esconde-se sob o manto escuro que esta estendeu privando-nos de apreciar o mar verde que, de outra forma, veria a meus pés e o mar azul que se veria mais ao longe. Do outro lado do mar apresenta-se a linha de Cascais e Lisboa, numa vista deslumbrante que nem a noite consegue esconder. Uma linha de luzes multicolor estende-se desde o farol da Guia até Lisboa, que se avista em todo o seu esplendor. Mais à direita consigo ainda ver as luzes do topo da ponte Vasco da Gama. É o que eu chamo uma vista 360º.

Estou num local privilegiado que ainda por cima tem a particularidade de ser meu. Os primeiros dias foram para me acostumar ao novo ritmo, embora isso ainda não tenha acontecido totalmente pois, apesar de estar de férias, tenho de trabalhar um pouco num projeto novo e tenho ainda que manter o ritmo de revisão dos meus livros. Quando não estou a fazer isso apanho sol, entre mergulhos deliciosos na piscina, ou delicio-me com uns belos grelhados feitos por mim próprio ou então trabalho no campo, o que tem acontecido muito pouco porque está muito calor.

Mas deixemos de falar de mim.

Fiquei contente, com o facto de teres conseguido vender o apartamento, não pelo ganho que esse facto acarreta para mim, mas pela felicidade que trás para ti. Eu sou feliz quando os meus amigos são felizes. Fiquei ainda mais contente que tenhas conseguido encontrar um loft que te agrade. Espero que neste momento já tenhas conseguido arranjar tudo a teu gosto e que estejas sentada no teu espaço Zen, a ler um livro e simplesmente a gozar o momento. Bom, talvez esteja apenas a gozar os dias de férias que tinhas deixado para agosto. Seja como for espero que estejas bem.

Termino por aqui. Hoje segue uma carta mais curta, mas tão intensa como todos as outras e com o mesmo sentimento de amizade. Espero que a carta te encontre bem e fico a aguardar por notícias tuas na volta do correio.

Um abraço bem forte do teu amigo das cartas.

Manuel

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