Mais uma partilha. Mais um aventura pelo mundo da poesia. Boas leituras!
Categoria: Poesia
UM OLHAR
Dizem que os olhos são o espelho da alma e é bem certo. O olhar pode dizer tudo, muitas vezes até demais!
LISBOA
LISBOA Já não te reconheço… Foi-se o chiar dos travões e a fumaça. Perdeste a voracidade dos condutores… Da janela, vejo que quem passa, Foge de ti, profilático: ao rufar de tambores! Deixa regressar a vida, é o que te peço! Já não te reconheço… Agora, com cada praça vazia, Fazes um voto, singelo, de … Continue reading LISBOA
A QUADRAGÉSIMA
A QUADRAGÉSIMA Aplastado, segura, com firmeza, a rédeas da quadriga, Vem de tão longe, que a origem faz tempo, olvidou! Viagem milenar, experimentando da vida a aspereza, Cofiando as barbas brancas, a sua história nos contou. Por quanto passaste para nos trazer este conhecimento? A fecundação de um povo, a diáspora e o renascimento! Quarenta … Continue reading A QUADRAGÉSIMA
POSTAL DE NATAL 2019
POSTAL DE NATAL 2019 A paz… A paz geradora de tanta revolta, Guerras fratricidas nos quatro cantos da terra… Um reencontro: para quem já nada importa! Campos queimados pelo fogo da Guerra. O fogo… O fogo, num peito que não se esgota, Ardendo como as florestas do mundo. A seiva de troncos queimados que não … Continue reading POSTAL DE NATAL 2019
O SAL DA VIDA
O SAL DA VIDA O sal queima-lhe os lábios, sedentos de um beijo. Um mergulho no sonho, de olhos abertos. Pelo teu corpo ondulado, perdido em desejo, Cola-se às ondas, ondulando no mundo dos afetos. O suplício de Tântalo, seca-lhe a garganta, Sorve o néctar feminino que a sede não espanta. Esgrime o corpo em … Continue reading O SAL DA VIDA
O TEMPO
O TEMPO O tempo, esse nosso amigo que nos atraiçoa, nos foge por entre os dedos, correndo veloz… Esfuma-se e, não tendo asas, parece que voa! Como vento, sussurra-nos ao ouvido, sem ter voz. É coisa que todos temos e ninguém tem… É argumento ou desculpa se nos convém! Irrequieto e implacável, não para se … Continue reading O TEMPO
POESIA DO NADA
POESIA DO NADA A cadeira vazia. A decisão de se sentar. A mesa que rangia. No centro da sala de estar... A junção dos elementos, Que torna eterno os momentos! O papel sobre a mesa, inconstante! Cheio de nada, Branco, desafiante! A caneta a seu lado, parada. Uma poesia por escrever, A possibilidade de alguém … Continue reading POESIA DO NADA
A GINJEIRA
A GINJEIRA No retângulo inserido no interior do quarteirão, Incide, em estranho ângulo, o astro rei, pela manhã. Enche-se de luz, o recôndito e ensombrado vão Diamantinas cintilações geradas por vidraça chã. O que escondes por detrás de tais cintilações? Procuro convosco. Abramos os nossos corações! Adivinha-se o logradouro a ver os edifícios terminar, Recanto … Continue reading A GINJEIRA
Entre o Sono e o Sonho
Mais um lançamento da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, da Chiado Editora, onde participo com um poema da minha autoria, com o título "Vida"










