EPIFANIA DA VIDA

Faz tempo que foi lançada a sorte. No ventre querido, germinada a semente. De fronte erguida e belo porte. No nobre peito, um coração quente! Com bravura, amor e paixão, Venceste os momentos de necessidade. Experimentaste a alegria e a desilusão. Viveste intensamente, os momentos de felicidade! Corres sempre sem parar… Querendo na vida tudo … Continue reading EPIFANIA DA VIDA

DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Essa convicção produziu-lhe um grande bem-estar e deu-lhe uma força muito maior, que a motivação que costumava ter, para ir trabalhar todos os dias. Uma frase não lhe saía da cabeça: Nunca digas nunca, a não ser para dizer que Nunca é tarde! Às sete horas da manhã o despertador tocou e Hugo levantou-se, como acontecia … Continue reading DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Postal de Ano Novo

Veio a chuva e frio também, veio a neve, sem consentimento. Nada susteve o seu nascimento, predestinado a viver, sendo Alguém. Não seria curta, nem comprida, e uma incógnita, quanto a grandes realizações. Umas vezes de pé, outras aos tropeções, assim lhe foi fadada a vida. Nasceu no pino do inverno, Em noite escura de … Continue reading Postal de Ano Novo

Postal (vivo) de Natal

Sobre a folha esvoaça a pena, com pena de isto ter de narrar! Pesam-te as penas do teu penar, sem que a vida se torne amena. Sem sequer olhar para mim, corres sempre sem parar, não sabes bem onde queres chegar, para isso, tinhas que conhecer o fim. Desvaneceu-se o fulgor de outrora, perdido, nas … Continue reading Postal (vivo) de Natal

A Inspiração

Branca, limpa, fria e lisa, hoje, como nunca esteve! Sobre ti o lápis desliza, num sussurrar leve, que a mão conteve. Negra, sobre ti, a tinta das palavras que ouso em ti gravar, no teu mural a minha imaginação pinta, aquilo que a boca receia pronunciar. Será amor esta doce brisa? Que o esvoaçar da … Continue reading A Inspiração

Zero (último capítulo)

Vinte e sete. O Sol conduz-nos pelas ruas Ao dobrarmos a esquina da 17 com a Dom Carlos, Paulinaperdeu-se-me do braço por um momento. Ao passar a mão pelo cabelo,os dedos roçaramao de leve a testa e um calafrio  arrefeceu-me os pulmões e dilataram-se-me as narinas. Acimado sobrolho esquerdo a pele estava dura e áspera.Olhei-me … Continue reading Zero (último capítulo)